E depois de um longo inverno…


… Enfim resolvi aparecer. Honestamente? Eu sempre gostei de escrever aqui e isso não mudou. – O problema é que, infelizmente, sou preguiçoso demais. Some isso ao meu perfeccionismo e você terá um cara que quer fazer as coisas, mas morre de preguiça e, ao querer que o que há para fazer saia perfeito, acaba por acrescentar apoio ao seu lado preguiçoso. Sim, este sou eu… Mas, estou aqui de novo (pra quem eu já não sei… kkk).

Muito bem, depois de passar esse longo período sem postar nada, resolvi que estava na hora de voltar à escrever algo (acreditem, isso faz bem à minha sanidade), até por que preciso manter minha produção escrita sempre em atividade. Graças a isso, talvez (talvez mesmo…) vocês tenham algo pra ler pelo menos uma vez por semana. – Lembrando que estou sendo otimista. – Mas enfim, vamos ao que interessa.

No inicio do ano, adquiri (enfim) um PS3 (cheers). Por esse motivo, estarei aposentando a seção Madrugada no PC por outra envolvendo Games no geral (só ainda não pensei em um nome). – Para estrear essa nova seção, por enquanto sem nome, falarei hoje sobre um dos jogos que adquiri recentemente e que tenho jogado praticamente sem parar (divido meu tempo entre ele, FullMetal Alchemist Brotherhood – que terá um post – , minha namorada e o trabalho). Seu nome? Red Dead Redemption.

A capinha desse jogo fabuloso

Falar de um jogo como Red Dead Redemption não é uma tarefa tão fácil (ainda mais pra mim, que estou mega enferrujado) pois é um jogo grandioso, em todos os sentidos possíveis. Graças à isso, peço perdão se a qualidade do texto não for lá essas coisas… mas prometo me esforçar. – So, let’s start with it.

Red Dead Redemption é um jogo de ação/aventura de mundo aberto produzido pela Rockstar San Diego como “sucessor espiritual” de Red Dead Revolver (titulo também da Rockstar, desenvolvido para o queridinho PS2). Lançado em Maio de 2010 nos Estados Unidos e na Europa, RDR foi um grande sucesso tanto de vendas como de crítica, recebendo notas altas em diversos sites especializados.

No jogo, acompanhamos a vida de John Marston, um ex-fora-da-lei (a expressão “former outlaw ficaria bem melhor aqui… mas bem, shame on me) que tenta levar uma vida normal com sua família no Oeste dos Estados Unidos. Como todo bom ex-bandido, Marston é constantemente assombrado pelos fantasmas do passado, fazendo com que ele, mesmo querendo uma vida nova, veja-se em um grande conflito. – Para piorar a situação, agentes federais resolvem que está na hora de dar fim à antiga gangue de Marston e, para isso, decidem usá-lo como arma. Para “motivá-lo”, tomam como reféns sua mulher e filho e dão a missão de acabar com seus antigos parceiros como unica condição para que Marston possa tê-los novamente.

John Marston, o famoso “Brucutu do Oeste”

Nossa missão, então como jogadores, é ajudar Marston nessa caçada para que este possa enfim retornar à sua família. Para isso, nos é apresentado um dos mais ricos cenários (na minha humilde opinião) dos jogos dessa geração. Como não poderia deixar de ser, o Velho Oeste de 1911 apresentado é algo vivo e palpável, que realmente impressiona sempre que um cenário novo é descoberto. O “mundo” do jogo compreende 3 grandes áreas, sendo elas: New Austin, o cenário Velho Oeste clássico e onde o jogo é iniciado; Nuevo Paraiso, uma região com aproximadamente o mesmo tamanho de New Austin localizada no México e composta por um “generoso” deserto e segunda área acessível a partir da progressão da história e; West Elizabeth, terceira e última área acessível no jogo, composta por um enorme campo aberto e por uma grandiosa floresta, habitada por temíveis ursos.

Tall Trees, área dos famigerados ursos ninja.

Neste grandioso e convidativo mundo, o que não falta é coisas à fazer. Seguindo o padrão Rockstar, o mundo de RDR é recheado de missões que vão muito além das missões da história. – Além das próprias missões da história, que representam a maior fatia de jogabilidade (obviamente), contamos com diversas atividades que podem ser feitas para conhecer melhor a ambientação do RDR  (ou por passa-tempo mesmo). Dentre essas atividades, podemos citar: missões secundárias chamadas Stranger Missions, que consistem de missões de natureza diversa, dadas por NPCs espalhados pelo mapa; Mini-games, como os famosos jogos de Poker e BlackJack, Liar’s Dice (um divertido jogo envolvendo muita adivinhação e blefe com dados), Arm Wrestling (também conhecido como Queda de Braço ou Braço de Ferro :P), Horseshoes (uma interessante porem complicada brincadeira de jogar ferraduras em uma estaca), dentre outras;   e os “Ambient Challenges”, que consistem de desafios de habilidade e, em alguns casos, paciência, envolvendo pericia com tiros, caça de animais, tesouros e coleta de plantas.

Uma das convidativas “damas” do jogo.

Para completar o rol de coisas à fazer no jogo, uma atividade interessante é tentar conseguir todas as roupas extras disponíveis. Além de o valor estético ser interessante, já que a mudança de visual é grande, a maioria das roupas trazem consigo algumas vantagens como diminuição no preço dos armamentos e munições, imunidade com a policia, além da curiosa habilidade de “roubar” no Poker (literalmente, um Ás na manga).

Em termos de jogabilidade,  Red Dead Redemption mostra-se simples e bastante familiar. Se você chegou a jogar GTA IV, o primo distante e mais famoso de RDR, irá se sentir em casa. Isso pois os comandos são bastante semelhantes, diferindo apenas pelo fato de a ambientação ser diferente (por exemplo, a maneira de controlar seu cavalo é, com toda certeza, diferente de dirigir um carro no GTA). Durante os tiroteios, a mira não decepciona. Sendo apresentada em 3 níveis, a mira consegue agradar desde iniciantes até quem procura uma experiencia mais Hardcore. Para auxiliar, encontramos também um inteligente sistema de cobertura, que funciona muito bem, embora deixe a desejar em algumas situações (nada de levantar apenas a arma e atirar às cegas. Sempre que for atirar, você fica exposto).

Marston, pra variar, enfrentando mais um fora-da-lei

Como citei mais cedo (e mais de uma vez), o cenário de Red Dead Redemption é bastante grande, então as vezes ter um meio de se locomover mais rapidamente é necessário. Para isso, contamos com a presença de cavalos, o meio de transporte mais comum do jogo. Com várias raças diferentes e cada uma possuindo características marcantes (um é mais resistente em termos de esforço, outro tem mais energia vital, outro é mais rápido), torná-se uma atividade bastante divertida sair andando por ai procurando por cavalos diferentes para domá-los e usá-los (por meio de um interessante mini-game que envolve equilibrar-se sobre o cavalo enquanto este tenta derrubá-lo). Além dos cavalos, carruagens podem ser contratadas, trens podem ser utilizados, além de um sistema de Fast-Travel utilizável a partir de pequenos acampamentos que o jogador pode montar no cenário.

Um aspecto interessante do jogo que pode ser citado é a possibilidade de o jogador escolher de que forma Marston irá se comportar no mundo. Você pode fazer com que ele seja um cara que luta ao máximo para manter sua honra sempre elevada, ajudando à todos sempre que possivel. Ou você pode torná-lo novamente em um fora-da-lei, fazendo com que este seja perseguido. – Tudo é recompensado à sua forma e não afeta o andamento do jogo. Então sinta-se livre para decidir de que forma quer fazer as coisas.

Visualmente, Red Dead Redemption é muito belo. Embora não seja comparável a jogos de PC (até porque a diferença de Hardware de um video-game para um PC de jogos é absurda),  o visual promete visões de tirar o fôlego. Desde a singela arquitetura dos pequenos vilarejos até os desertos e florestas, tudo chama atenção pela riqueza de detalhes. Tudo é muito bonito, vivo e realmente convidativo ao jogador (embora andar pelos desertos seja uma experiência um tanto solitária).

Nada como apostar corrida vendo um por-do-sol como este.

Tirando visual e jogabilidade, o som do jogo é um espetáculo a parte. Não só me referindo à trilha sonora do jogo, que por sinal é muito bela (e vencedora de prêmios), mas ao som ambiente. Andando pelo vasto cenário, você consegue realmente sentir o lugar. Desertos são lugares solitários, onde você pode ouvir ao longe o som dos pássaros que muito provavelmente migram para outra região. Florestas são vivas e cheias de som. Do vento à animais de pequeno a grande porte (malditos ursos ninja), tudo chama atenção.

Mais recentemente, foi lançada a versão Game of the Year do jogo, contendo todas as DLCs lançadas até então. Essas DLCs são, em suma, pacotes de missões/itens para o premiado modo Multiplayer do jogo (que nunca vi a cor, infelizmente). Mas o destaque fica para a imensa DLC Undead Nightmare, que funciona como uma expansão para o mundo do jogo, nos apresentando o Apocalipse Zumbi como ele teria ocorrido nos idos de 1911. – Tal DLC, como não poderia deixar de ser, traz uma experiência totalmente nova para os jogadores, acrescentando muito conteúdo, desde uma novo ramo de história até novos desafios, missões secundárias e atividades gerais à serem feitas (como a divertidíssima missão de percorrer o imenso mapa do jogo atrás dos míticos Cavalos do Apocalipse). Como dono de uma copia dessa versão, devo dizer, vale a pena cada centavo gasto.

E ai, vai encarar?

Pra quem procura uma experiência extremamente rica e gratificante, Red Dead Redemption é, sem dúvida, imensamente recomendado. Em uma escala de 0 à 10, dou nota 8 para o jogo (9 para a DLC Undead Nightmare). Muito bom, com alguns defeitos leves mas que podem ser perdoados. Um jogo para estar em sua coleção.

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Sobre Wladimir Araújo Neto

Developer, writer, negative atheist, fascinated by coffee and in love with computing. Podcaster at TambaCast and a New Orleans Saints fan. Desenvolvedor, escritor, ateu negativo, fascinado por café e apaixonado por computação. Podcaster no Tambacast e torcedor do New Orleans Saints.

Publicado em 18/08/2012, em Jogos e marcado como . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Luiz Marcelo

    Ae, finalmente voltando a ativa! Sei como é, essa preguiça é complicada mesmo! Espero que continue postando essas analises e outras coisas mais no blog, é sempre bom dar uma lida por aqui!

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