Madrugada no PC – Deixados para Morrer


Passar madrugadas acordado é facil quando você tem diversos titulos de jogos para escolher. Sejam apenas para distrair, ou para realmente envolver o jogador, os games sempre são uma fonte de inesgotaveis boas (ou más… depende do titulo) experiências. Ainda mais quando titulos de peso são responsaveis por essa experiência.

Como sempre procuro uma boa experiencia, estou sempre atrás de bons titulos para passar minhas madrugadas.  Lógico que nem sempre posso ficar nessa procura… principalmente agora, no fim do periodo… To completamente atolado de provas, estudando direto, então tah beeeem dificil manter essa atividade (to tão atolado que os posts diminuiram de frequencia, como podem ver)… Mas dificil não é impossivel.

Como quase 100% do pessoal do meu curso curte jogos na mesma proporção que programar, há sempre algo interessante para trazer para meu PC. Ainda bem que, mesmo nesses “dias de guerra”, as coisas não tem sido muito diferentes. Os jogos passam de uma mão para outra com uma facilidade absurda… e, eventualmente, acabam caindo na minha. Nessa semana consegui 3 titulos interessantes. Mas, hoje, só falarei de um deles. Afinal, pq escrever superficialmente sobre 3 jogos em um post se eu posso escrever 3 posts profundos para os jogos? Então, é isso o que irei fazer. – E o titulo de hoje chama-se: Left 4 Dead.

Left 4 Dead é um FPS da Valve (pra quem não conhece, produtora de games como Half-Life e Counter-Strike), que tem como objetivo central mesclar as melhores características dos jogos Online e Offline. O jogo é construido de forma que você possa jogar toda a campanha Single Player como se fosse um FPS normal. Você controla um personagem que, em conjunto com outros 3 NPCs (Non-Playable Characters), devem encontrar uma forma de escapar de uma infestação de zumbis que assola uma cidade. A principio não parece grande coisa, mas é ai que encontra-se a grande sacada do jogo: a possibilidade de substituir qualque um dos NPCs por um jogador real, via internet. – Tal opção não foi exatamente feita de “caso pensado”. Primeiro porque esse jogo nem sequer começou como um jogo.

Left 4 Dead nasceu de uma vontade dos produtores de Counter-Strike: Source. Enquanto programavam a IA do jogo, perceberam que estar armado até os dentes lutando contra 30 Bots usando facas era bastante agradavel. Graças a isso, teve-se a idea de um jogo em que tal experiência seria proporcionada como ponto principal. Mas só os Bots não teriam tanta graça… afinal, como era um porte do Counter-Strike: Source, o jogo deveria ser voltado a um jogo cooperativo. E foi o que foi feito, mas, diferente do plano de só promover a carnificina contra Bots em equipe, uma historia foi inserida como pano de fundo, criando assim a Campanha Multiplayer.

Lógicamente, como é um jogo mais voltado para o Multiplayer do que para o Singleplayer, o modo Campanha não foi feito para ser o principal, mas sim para dividir tal posto com outros modos de jogo. Dentre eles está o modo mais jogado, fora o modo Campanha, o Versus. Nesse modo, os jogadores podem escolher entre os 4 sobreviventes ou a equipe de 4 chefes zumbis. Diferente do modo Campanha, em que tem-se que jogar como os sobreviventes, jogando em equipe para que se possa chegar ao fim do estágio, no Versus a possibilidade de se jogar com os 4 chefes zumbis acrescenta a experiencia de imersão no jogo.

Os 4 chefes zumbis aparecem diversas vezes durante o modo Campanha (e quando eu digo diversas vezes, quer dizer que você os verá várias e várias vezes durante as fases), sendo que cada um possui uma determinada habilidade e forma de serem enfrentados. Além disso, há um chefe a mais nesse modo. Os mais comuns são Boomer, Hunter e Smoker, que aparecem em uma frequencia alta. Depois deles, com uma frequencia menor, estão o Tank (literalmente um “tanque zumbi”) e a famigerada Witch.

Outro ponto alto do jogo são os sons. Como é comum de um FPS da atualidade, há uma ausencia quase total de músicas(que só aparecem em momentos importantes, como para avisar que há uma onda grande de zumbis se aproximando), mas uma presença constante de sons ambientes. Os sons são criveis, demonstrando o empenho da equipe de produção sonora. Os gritos e gemidos dos zumbis são assombrosos, principalmente quando eles começam do nada enqanto você está distraido ou quando você ouve o choro da Witch… literalmente de gelar a espinha.

Os graficos do jogo também são muito bonitos. As imagens possuem cores vivas (mesmo que, em quase 80% do tempo, você esteja em abientes fechados), que denotam o clima do lugar. Isso, em conjunto com o motor de fisica do jogo, cria uma sensação de imersão total com o ambiente, fazendo, muitas vezes, com que você realmente sinta-se dentro do jogo.

Left 4 Dead é um jogo que deve estar na coleção de gamers que se interessam por FPSs. Não só por ter uma produção de alto nivel, mas por contar com um sistema multiplayer soberbo. Infelizmente, esse também é um ponto negativo para quem não gosta de se socializar pela rede (ou quemnão pode). A possibilidade de jogar sozinho as mesmas campanhas online é bastante agradavel, mas nem de longe diverte tanto quanto matar zumbis na companhia de amigos.

Para quem curte uma otima experiencia online, é altissimamente recomendado. Mas para quem prefere jogar sozinho, embora agrade, é um jogo de baixa duração.

Ready to cross the street?

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Sobre Wladimir Araújo Neto

Developer, writer, negative atheist, fascinated by coffee and in love with computing. Podcaster at TambaCast and a New Orleans Saints fan. Desenvolvedor, escritor, ateu negativo, fascinado por café e apaixonado por computação. Podcaster no Tambacast e torcedor do New Orleans Saints.

Publicado em 22/12/2010, em Jogos. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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